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0826NativeWineRocks03 t653Há uma geologia do vinho? Sim, diz Galopim de Carvalho

Na galeria Tintos e Tintas, em Lisboa, o fim de tarde foi à volta das rochas e da sua influência nos vinhos.

 A lógica é imbatível: sem rochas não haveria solo, sem solo não poderiam existir vinhas e sem estas, claro, não haveria vinho. Portanto, a culpa é das rochas. Risos na sala. Galopim de Carvalho, com o seu bom humor de sempre, atacou o tema, a geologia do vinho, de sorriso largo no rosto. Foi ontem, ao fim da tarde, na galeria Tintos e Tintas, em Lisboa. Falou-se de tintos, de brancos, de terrenos e de microclimas e de como tudo isto se conjuga às vezes na perfeição absoluta dentro de um copo.

 

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Publicado em 27-01-2016

AS PEDRAS E AS PALAVRAS

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António Galopim de Carvalho

O pior que se pode fazer no ensino das rochas ou das pedras, como toda a gente lhes chama, é apresentá-las desinseridas dos respetivos contextos prático e cultural, precisamente os que têm mais probabilidades de permanecer na formação global do cidadão, em geral, e, naturalmente também, dos estudantes.

Insistir, como tem sido uso e abuso, nas definições estereotipadas e nas listagens para “empinar” e, pior ainda, fazer de tudo isso matéria de ensino obrigatório, tendo em vista a passagem nas provas de avaliação, é um erro grave com consequências conhecidas. Os alunos passam mas continuam a ignorar a matéria que lhes foi ministrada e lhes seria útil, em termos de bagagem cultural, como cidadãos.

Por esta via, não há formação possível, com a agravante de condenar tal aprendizagem, não só ao esquecimento, como também à sua inclusão no grupo das matérias escolares que se rejeitam ou se detestam, num sentimento que fica para a vida.

Este texto resulta da actualização de um anterior publicado no meu livro “INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO MAGMATISMO E DAS ROCHAS MAGMÁTICAS” (Âncora Editora, 2002)

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Publicado em 16-01-2016

QUARTZO HIALINO E QUARTZO LEITOSO

Por: António Galopim de Carvalho

944944 origDesde a Antiguidade e até, pelo menos, ao século XVIII, acreditou-se que o quartzo hialino ou “cristal-de-rocha” correspondia a ocorrências de água no estado sólido, num grau de congelação tão intenso que era impossível fazê-las voltar ao estado líquido.
Os gregos chamavam cristal ao gelo (krystallos) e foi sob este nome que esta espécie mineral, na sua variedade hialina (incolor e transparente), passou aos domínios da alquimia e, mais tarde, aos da mineralogia. Teofrasto (372-287 a. C), o filósofo grego, discípulo e continuador de Aristóteles no Liceu de Atenas, distinguia o cristal-água (o gelo) do cristal-pedra (o quartzo hialino). No século I aC, Diodoro da Sicília, filósofo e historiador grego, reafirmava esta convicção e, no século I dC, o escritor latino Lúcio Séneca precisava que o dito cristal era água celeste congelada durante um período de grandes frios. Os romanos mantiveram este entendimento, latinizando o nome para cristallus, como se pode ler num dos 38 volumes da “História Natural”, de Plínio, o Velho, (23-79 dC).
Foi o carácter transparente e incolor do cristal-pedra que acabou por dar o nome ao vidro industrial de alta qualidade, a que hoje chamamos simplesmente “cristal”. A expressão cristal-de-rocha, aplicada ao quartzo hialino, surgiu muito mais tarde (no séc. XIX) para distinguir o mineral do produto manufacturado. A palavra cristal acabou depois por se generalizar aos corpos poliédricos minerais ou orgânicos, naturais e artificiais, tendo sido, por isso, usada como étimo do nome da disciplina que os estuda – a Cristalografia – afirmada como ciência, em França, no início do século XIX com René-Just Haüy (1743-1822)

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Publicado em 02-01-2016