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Os "relógios" paleontológicos

Publicado em 10-01-2016 Visitas: 946

Categoria: Datação da Terra

Os "relógios" paleontológicos são usados pela biostratigrafia no estabelecimento da idade relativa das formações rochosas, com base no seu conteúdo paleontológico. O principal objetivo é a classificação e a correlação de estratos em diferentes locais, de acordo com os fósseis presentes.

Biostratigrafia
Ramo da estratigrafia que permite correlacionar e fazer a datação relativa das rochas através do estudo dos fósseis nelas contidas.

Os fósseis são a principal fonte de dados para correlacionar os rochas. Estratos com a mesma idade podem ser litológicamente diferentes e difíceis de correlacionar, mas se possuírem o mesmo conteúdo fóssil depositam-se simultaneamente em diferentes locais. Este pressuposto está na base do Princípio da Identidade Paleontológica.

Nem todos os fósseis podem ser usados na datação dos estratos. Os mais usados na bioestratigrafia são os fósseis de identidade estratigráfica, ou também conhecidos por fósseis de idade. Estes fósseis caraterizam-se por apresentarem uma distribuição limitada no tempo, uma ampla distribuição geográfica e serem abundantes nos estratos. Assim, a presença destes fósseis permite aos investigadores determinar com maior facilidade a idade das rochas e comparar amostras de diferentes locais do globo.


Devido à importância dos fósseis na datação das rochas, os cientistas criaram escalas de tempo geológicos em que os limites entre os diferentes períodos estão associados a alterações muito importantes no registo fóssil. Estas variações devem-se à ocorrência de extinsões e à evolução rápida das espécies que originaram novas comunidades científicas.

Os fósseis permitem definir unidades bioestratigráficas (biozonas): Conjunto de estratos definidos e caraterizados com base nos fósseis que possuem.

Existem diversos tipos de biozonas, definidos de acordo com as quantidades relativas, caraterísticas morfológicas específicas, conteúdo, distribuição e associação de fósseis:

  • Zona de Oppel: Definida pela associação única de três ou mais taxas de fósseis;
  • Zona de distribuição concomitante: Inclui as rochas definidas pela sobreposição ou presença simultânea de dois táxon;
  • Zona de distribuição de um táxon: Conjunto de rochas que representa a distribuição estratigráfica e geográfica de um táxon;
  • Zona de abundância: A abundância de um táxon ou taxa comparativamente a rochas adjacentes define uma biozona
  • Zona de intervalo: Definida pela ausência de um ou mais táxon por um periodo de tempo variável.

 

 

A deandrocronologia permite datações absolutas

 

A idade de uma árvore pode ser determinada contando o número de anéis que existem no tronco. Todos os anos, as árvores produzem dois novos anéis. O anel que se forma durante a Primavera e o Verão tende a ser mais claro e mais espesso do que o anel formado no Inverno que é muito fino e escuro.

Para além da idade, anéis permitem obter informações importantes sobre as condições ambientais a que as árvores estiveram expostas, como por exemplo a temperatura e a precipitação. Nos períodos de maior precipitação as árvores crescem mais e produzem anéis mais longos. Nos Verões muito secos tendem a formar anéis mais finos. O padrão dos anéis tende a ser semelhante em árvores de uma mesma região, uma vez que se encontram a condições ambientais idênticas.


O estudo destes anéis permite perceber e datar de forma absoluta as condições ambientais dos últimos milhares de anos - Deandocronologia.