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Os "relógios" sedimentológicos

Publicado em 10-01-2016 Visitas: 717

Categoria: Datação da Terra

Os "relógios" sedimentológicos são a base da litostratigrafia

Os relógios sedimentológicos são usados pela litostratografia no estudo das camadas rochosas que compõem os estratos. A litostratografia é uma subdisciplina da estratigrafia que estuda a composição litológica dos estratos.
 
A litostratigrafia estuda os diferentes estratos, definindo unidades litostratigráficas. Estas são formadas por estratos individualizados e definidas de acordo com as suas propriedades litológicas, independemente da sua idade. A unidade litostratigráfica fundamental é a Formação. Esta é composta por um conjunto de rochas com propriedades litológicas e posição estratigráficas semelhantes e que é facilmente distinguíveis das restantes.
 
Para proceder à datação relativa dos diferentes estratos, os geólogos recorrem aos princípios litostratigráficos fundamentais.
 
Princípio da Horizintalidade original
A acumulação de sedimentos ocorre na horizontal ou muito próximo desta. Os estratos que se encontram atualmente na diagonal ou vertical sofreram modificações após a sua deposição.
 
 
Princípio da sobreposição
A deposição dos estratos ocorre sempre por ordem cronológica, da base para o topo. Se não ocorrerem perturbações de natureza tectónica, um estrato é mais recente do que o que serve de base, e mais antigo do que os estratos depositados por cima.
 
 
Princípio da interseção
Aplica-se a estratos que são afetados por estruturas em que estes elementos são mais recentes que os estratos que intersetam.
 
 
Princípio da inclusão
Aplica-se essencialmente a rochas compostas por fragmentos de outras rochas. Um estrato é mais recente do que as rochas ou sedimentos que incluiu ou assimilou. 
 
 
Princípio da continualidade lateral dos estratos
Embora o estrato se estenda lateralmente por longas distâncias, possui a mesma idade em toda a sua entensão lateral.
 
 
Os "relógios" sedimentológicos também permitem também fazer uma datação absoluta, com base nos cíclos de gelo-degelo.
 
 
 
Ciclos de gelo-degelo
Em regiões frias, onde se formam glaciares ou onde há registos de glaciações, é possível estudar a História geológica recorrendo aos depósitos lacustres.
 
No Verão, com o aumento da temperatura, ocorre o degelo parcial dos glaciares. O aumento do caudaldos rios permite que estes transportem sedimentos originados pela ação dos glaciares. Os sedimentos mais grosseiros depositam-se a montante enquanto que os mais finos podem ser depositados em lagos próximos dos glaciares. Estes sedimentos formam uma camada clara no fundo do lago, que adquire, por vezes, tonalidade entre o azul e o verde com aspeto leitoso, o que indica a presença de elevada quantidade de sedimentos em suspensão.
 
No Inverno, com temperaturas reduzidas, não ocorre degelo. Os rios reduzem o transporte de sedimentos para os lagos, que se econtram frequentemente congelados à superfície. Assim as condições de sedimentação são diferentes no Inverno - os sedimentos argilosos muito finos depositam-se, juntamente com o material orgânico que se encontrava em suspensão. A camada que se forma apresenta uma cor mais escura e tende a ser mais fina, sendo facilmente distinguível da camada de Verão.
 
A alternância rítmica de estratos formados no Verão e no Inverno origina varvitos. Um varvito é composto por um par de estratos que se deposita anualmente. Estes são os depósitos rítmicos mais pequenos e mais importantes para o estudo do passado da Terra, nomeadamente as modificações climáticas.